<em>Opel</em> em greve

Os mais de 1200 trabalhadores da fábrica da Opel na Azambuja recusam a proposta salarial da administração e convocaram para hoje uma greve de 24 horas. Reunidos em plenário na passada segunda-feira, consideraram inaceitável um aumento de dois por cento, valor agravado com a intenção de flexibilizar mais os horários. Em declarações ao Avante!, o membro da CT, Luís Figueiredo, salientou a indignação dos operários perante a tentativa de imposição, por parte da administração, do aumento de cerca de 20 euros que não cobre sequer a inflação registada no ano passado. Os trabalhadores reivindicam aumentos na ordem dos 75 euros por mês, justificados ainda mais com os resultados positivos da empresa: a Opel na Azambuja teve, em 2004, lucros na ordem dos 85 milhões de euros.
Outro grave ponto de discórdia deve-se à intenção de flexibilizar mais os horários.
Segundo o Diário Económico de terça-feira, a administração justifica a proposta, comparando os trabalhadores da unidade portuguesa com os alemães, que terão aceite flexibilizar mais os horários, em troca da promessa de manutenção dos postos de trabalho e viabilidade das três fábricas sediadas naquele país.
Luís Figueiredo considera injusta a comparação, «uma vez que o horário semanal de 40 horas dos trabalhadores portugueses é cinco horas superior ao dos alemães». Os trabalhadores só estarão dispostos a aceitar as condições propostas, caso lhes sejam atribuídos os mesmos direitos dos operários alemães: horários base de 35 horas e um salário a rondar os 2500 euros por mês, mais 1500 euros do que auferem actualmente os trabalhadores na Azambuja. A administração propôs ainda a troca de dias de trabalho ao sábado por dias de férias, também recusada no plenário pelos trabalhadores.
Com lucros acima dos 50 milhões de euros desde 2001, a Opel pertence ao grupo norte-americano General Motors.


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